LIDERANÇA FEMININA SURDA NOS ESPAÇOS ACADÊMICOS, EDUCACIONAIS E POLÍTICOS
Resumo
Este artigo analisa a liderança feminina surda nos espaços acadêmicos, educacionais e políticos, considerando o protagonismo de mulheres surdas na produção de conhecimentos, na docência, nos movimentos sociais e na reivindicação de direitos. A pesquisa, de natureza bibliográfica e abordagem qualitativa, articula estudos sobre mulheres surdas publicados em periódicos brasileiros entre 2016 e 2026. Discute-se como gênero, diferença linguística, capacitismo, ouvintismo e desigualdades institucionais condicionam trajetórias de acesso, permanência e reconhecimento, sem reduzir essas mulheres à condição de vulnerabilidade. Os resultados indicam que a Libras, a formação superior, a docência surda, as redes de apoio e a participação em coletivos constituem bases relevantes para a construção de autonomia e liderança. Evidencia-se, ainda, que a presença de pesquisadoras, professoras e ativistas surdas amplia referências para novas gerações e tensiona estruturas excludentes. Conclui-se que fortalecer lideranças femininas surdas exige acessibilidade linguística, reconhecimento epistemológico e participação efetiva nas decisões institucionais em diferentes contextos.
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