Primeira década do curso de Letras Libras da Universidade Federal de Sergipe: direitos equitativos, compromissos legais e sociais na Academia
Resumo
No final do ano de 2011, o Governo do Brasil promulga o Decreto nº 7.612, este institui o “Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência - Plano Viver sem Limite”. Entre os quatro eixos que configurou o Plano, estava o “Acesso à Educação” Foi este eixo que impulsionou o surgimento de cursos de Letras Libras nas instituições púbicas e privadas. Os contextos histórico e político que permitiram a autorização de diversos cursos de Letras Libras têm origem, no Brasil, no Decreto mencionado, porém, ressaltamos que ele foi promulgado para atender às prerrogativas da Convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Na Universidade Federal de Sergipe, o Curso foi implementado em novembro de 2013, com oferta de 30 vagas, e entrada através de Vestibular especial, com versão em Libras e presença de Intérprete de Línguas de Sinais para assessorar os candidatos surdos. Inicialmente o Curso estava atrelado ao Departamento de Letras Estrangeiras e começou a funcionar em março de 2014. Após 3 anos, através da Resolução nº. 40/2016/CONSU, foi criado o Departamento de Letras LIBRAS (DELI), com prédio próprio, construído com verba federal. Este foi vinculado ao Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Em 2018, ocorreu a primeira avaliação pelo MEC, conseguindo a nota 4. Na avaliação do biênio 2022-2024, o DELI recebeu nota 5. Foi com o objetivo de comemorar esta primeira década de funcionamento do Curso, que publicamos o livro: “PRIMEIRA DÉCADA DO CURSO DE LETRAS LIBRAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE: direitos equitativos, compromissos legais e sociais na Academia”. Ele traz 5 capítulos escritos por professores e alunos egressos, tanto surdos quanto ouvintes participaram desta escritura. O DELI já apresentou à sociedade, até 2024.2, sete turmas de graduados. Também está com quatro turmas em andamento, em um total de 330 estudantes. Até 2021, 16 alunos surdos...
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