TECNOLOGIAS DIGITAIS E RECURSOS DE ACESSIBILIDADE NA FORMAÇÃO DE PESQUISADORES SURDOS: INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, LIBRAS E INCLUSÃO NA PÓS-GRADUAÇÃO
Resumo
Este artigo discute o papel das tecnologias digitais e dos recursos de acessibilidade na formação de pesquisadores surdos, com ênfase na inteligência artificial, na Libras e nos processos de inclusão na pós-graduação. A reflexão fundamenta-se em estudos sobre ensino superior, produção acadêmica em Libras, tecnologias assistivas, recursos multimídia e aplicações de inteligência artificial voltadas à comunidade surda. Argumenta-se que transcrição automática, tradução, legendagem, modelos de linguagem, plataformas de mediação em Libras e recursos visuais podem ampliar o acesso à informação, à escrita acadêmica, aos seminários e à comunicação científica. Entretanto, sua efetividade depende de condições institucionais, acessibilidade linguística, infraestrutura, formação profissional e respeito à centralidade da Libras. As tecnologias não substituem tradutores e intérpretes nem resolvem isoladamente barreiras históricas. Conclui-se que a inclusão de pesquisadores surdos requer articulação entre recursos digitais, mediação humana, políticas institucionais e reconhecimento da diferença linguística e cultural na produção científica no contexto universitário brasileiro contemporâneo.
Como citar este trabalho
Direitos e uso
Os direitos deste trabalho pertencem aos autores e ao veículo de publicação original. O Libras.com.br cataloga e dá acesso ao documento, mas não define seus termos de uso: antes de reutilizar, copiar ou redistribuir o conteúdo, consulte a licença no repositório de origem.
Ver no repositório de origem