LIBRAS, EDUCAÇÃO BILÍNGUE E CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO: VISUALIDADE, LINGUAGEM E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NA EDUCAÇÃO DE SURDOS
Resumo
Este artigo analisa as relações entre Libras, educação bilíngue, visualidade e construção do conhecimento científico na escolarização de estudantes surdos. Parte-se da compreensão de que a Língua Brasileira de Sinais constitui língua de instrução, interação e elaboração conceitual, e não recurso acessório ao ensino. Com base em pesquisa bibliográfica qualitativa, discutem-se estudos publicados entre 2024 e 2026 sobre políticas educacionais, currículo de Libras, pedagogia visual, ensino de Ciências e Química, formação docente e produção de sinais-termo. A análise evidencia que práticas bilíngues efetivas dependem da articulação entre acesso linguístico, recursos visuais, mediação pedagógica, formação de professores e tradutores-intérpretes, além de condições institucionais adequadas. Também se destaca que conceitos científicos exigem estratégias que considerem a modalidade visuoespacial da Libras e a participação ativa dos estudantes. Conclui-se que a educação científica bilíngue amplia possibilidades de aprendizagem, autoria, participação e produção de conhecimentos por sujeitos surdos em diferentes etapas e contextos da educação.
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