SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS PARA O ENSINO DE LIBRAS COMO L2: UMA BREVE ANÁLISE
Resumo
Segundo a pesquisadora Lucia Noriko Sabanai (2007), as pesquisas na área da Língua brasileira de sinais (Libras) iniciaram-se na década de 80 do século passado. Mas foi com a promulgação da Lei n. 10.4362 de 24 de abril de 2002, que reconhece a Libras como língua e, posteriormente, com a publicação do Decreto n. 5.6263 de 22 de dezembro de 2005, que a Libras se torna alvo dos mais variados estudos, nos diversos níveis acadêmicos, pois a partir daí, é garantido por lei o direito ao atendimento do sujeito visual em sua língua de conforto, criando a demanda pela formação de profissionais capazes de se comunicar na língua visual. A Libras, por força de lei, está inserida no ensino superior em cursos de formação específica, bem como, nos cursos de licenciaturas e da saúde, o que significa um grande avanço rumo a inclusão do sujeito visual. Porém, segundo os pesquisadores Claudio Alves Benassi, Anderson Simão Duarte e Simone de Jesus Padilha (2012) após realizarem pesquisas com docentes recém formados que tiveram contato com a Libras em seus cursos de formação, as disciplinas de Libras inserida nesses cursos – cuja carga horária varia entre 32 e 72 horas –, “não atendem as especificidades e exigências dessa língua para uma efetiva comunicação entre o profissional do ensino e seu aluno surdo” (BENASSI, DUARTE e PADILHA, 2012, p. 57).
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