Libras, gesto e infância
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Resumo
Este artigo examina como a Língua Brasileira de Sinais (Libras), a experiência gestual e a Literatura Infantil visual reconfiguram o entendimento da infância como potência inaugural da linguagem. Analisa-se como a criança surda produz sentido pela visualidade, iconicidade e espacialidade, evidenciando formas de significação que deslocam o paradigma fonocêntrico da tradição ocidental. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa de caráter bibliográfico, baseada em autores como Agamben (2005, 2008), Antônio e Prado (2024), Benjamin (1987), Gagnebin (1989), Bines (2022) e estudiosos da surdez como Castro e Kelman (2022), Chaves e Alves (2024), Gomes, Bentes e Calixto (2021), Miranda e Amorim (2023), Moura (2025), Oliveira e Cassol (2025), dentre outros. Os resultados: o gesto constitui operador estético e cognitivo na experiência da infância surda, a Literatura Infantil visual atua como mediadora da diversidade de enunciados existentes. Assim, Libras, gesto e imagem ampliam a noção de literário, recolocando a infância como origem da linguagem.
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