A LIBRAS
Resumo
As línguas de sinais são denominadas como línguas de modalidade gesto-visual, ou seja, espaço-visual, pois é por meio das mãos que as informações linguísticas são produzidas e recebidas pelos olhos. Itens lexicais de diferentes línguas sinalizadas são chamados sinais e são fonologicamente analisados pelos seguintes parâmetros: configuração, orientação de palma, localização, movimento da(s) mão(s) e expressão não manuais. Com essas especificidades, destaca-se a importância de se estudar a Fonética e Fonologia da Língua de Sinais, pois o conhecimento advindo dessas áreas poderá descrever, com maior exatidão, o grau de proximidade da(s) mão(s) em relação ao corpo da pessoa que sinaliza, durante a articulação de um sinal. No caso da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) esta possui particularidades gestuais e expressões corporais que somente quem tem o conhecimento sobre a temática poderá compreender, com maior propriedade, o que se quer comunicar. Durante a disciplina de Fonética e Fonologia da Língua de Sinais, no 2° semestre de 2016, do curso de Licenciatura LetrasLibras/UFMT, foi desenvolvidos estudos por meio de pesquisa bibliográfica, apresentação e discussão de textos básicos e complementares, com o objetivo de se compreender o parâmetro articulatório número de mãos (uma ou duas) na Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). Durante o estudo, observou-se que exibem três diferentes padrões no arranjo das mãos: - só com uma mão; - com duas mãos ativas; - com duas mãos, uma ativa e a outra passiva. Constata-se que a utilização de uma (1) ou duas (2) mãos pode alterar o sentido do que foi dito, mas podem estar “semanticamente relacionados”. Dessa forma, conclui-se que o uso de duas mãos, ou de sinais feitos com uma mão pode se dar por razões semânticas (expressões de pluralidade, intensificação do significado). Porém, tais categorizações não são estanques e podem sofrer alterações quanto ao núm...
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