MULHERES NEGRAS SURDAS: ANCESTRALIDADE, INTERSECCIONALIDADE E TERRITORIALIDADES DE (RE)EXISTÊNCIA
Resumo
Este artigo analisa as experiências de mulheres negras surdas a partir das relações entre ancestralidade, interseccionalidade e territorialidades de (re)existência, considerando os atravessamentos de raça, gênero, surdez, linguagem e pertencimento social. Fundamentado em pesquisa bibliográfica, o estudo dialoga com produções sobre feminismo negro surdo, direitos linguísticos, colonialidade, literatura negra surda, movimentos sociais e educação. Evidencia-se que racismo, sexismo, ouvintismo, capacitismo e desigualdades sociais não atuam de forma isolada, mas se articulam na produção de violências, silenciamentos e barreiras de participação. Ao mesmo tempo, narrativas de vida, escrevivências, práticas artísticas, uso da Libras, militância e vínculos territoriais revelam processos de afirmação identitária, memória e resistência. Conclui-se que reconhecer mulheres negras surdas como sujeitas políticas e epistêmicas exige ampliar sua presença na produção científica, nas políticas públicas e nos espaços educativos, valorizando seus saberes, suas experiências visuais e suas formas próprias de (re)existir em diferentes territórios sociais, culturais, linguísticos, políticos e acadêmicos.
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