EDUCAÇÃO BILÍNGUE DE SURDOS: POLÍTICAS LINGUÍSTICAS, CURRÍCULO E JUSTIÇA SOCIAL
Resumo
O presente artigo analisa a Libras como primeira língua (L1) de instrução e o português escrito como segunda língua (L2).">educação bilíngue de surdos a partir das políticas linguísticas, do currículo e da justiça social, considerando a Libras como língua de instrução e a língua portuguesa escrita como segunda língua. O estudo discute avanços legais, tensões entre educação bilíngue e inclusão, desafios curriculares e a necessidade de reconhecimento da diferença linguística e cultural das comunidades surdas. A pesquisa, de natureza bibliográfica, fundamenta-se em estudos sobre educação de surdos, direitos linguísticos, formação docente, protagonismo surdo e organização de ambientes bilíngues. Os resultados indicam que a efetivação da educação bilíngue exige mais do que a presença da Libras na escola, requerendo políticas institucionais, profissionais qualificados, currículo linguisticamente adequado, participação das comunidades surdas e condições materiais de aprendizagem. Conclui-se que a educação bilíngue constitui um direito linguístico, educacional e social, indispensável à equidade, ao pertencimento e à participação plena dos estudantes surdos.
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