GÊNERO, MULHERES SURDAS E INTERSECCIONALIDADE: IDENTIDADES, DIFERENÇAS E DESIGUALDADES
Resumo
Este artigo analisa as relações entre gênero, identidades surdas e interseccionalidade, focalizando experiências de mulheres surdas atravessadas por raça, etnia, sexualidade, classe, maternidade, língua e participação social. O estudo, de natureza teórico-bibliográfica, articula pesquisas brasileiras sobre Estudos Surdos, feminismo, educação, violência linguística, produção científica e direitos humanos. A análise evidencia que as mulheres surdas não constituem um grupo homogêneo e que desigualdades de gênero se combinam a racismo, sexismo, audismo, capacitismo e heteronormatividade, produzindo formas específicas de exclusão e silenciamento. Também se destacam práticas de resistência construídas pela Libras, pela literatura surda, pelos movimentos sociais, pela atuação acadêmica e pela formação de redes entre pesquisadoras surdas. Conclui-se que uma abordagem interseccional amplia a compreensão das diferenças internas às comunidades surdas e favorece políticas educacionais, científicas e sociais comprometidas com acessibilidade linguística, equidade, autonomia, autoria e reconhecimento das mulheres surdas como produtoras de conhecimentos e sujeitos de direitos em diferentes contextos.
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