HOMENS SURDOS E PROCESSOS DE FORMAÇÃO IDENTITÁRIA: EXPERIÊNCIAS, CULTURAS, MASCULINIDADES E PERTENCIMENTOS
Resumo
Este artigo analisa os processos de formação identitária de homens surdos, considerando a articulação entre experiências visuais, cultura surda, Libras, masculinidades e pertencimentos comunitários. De caráter teórico-bibliográfico, o estudo dialoga com pesquisas sobre identidade surda, cultura, sociabilidade, gênero, heteronormatividade, relações afetivas e interseccionalidades. Argumenta-se que a identidade de homens surdos não pode ser compreendida como categoria homogênea, pois se constitui em relações sociais atravessadas por língua, geração, raça, sexualidade, classe, território e trajetórias educacionais. A Libras e a convivência com pares surdos aparecem como dimensões centrais de reconhecimento, produção de subjetividade e fortalecimento do pertencimento. Ao mesmo tempo, normas hegemônicas de masculinidade podem produzir hierarquias entre diferentes modos de ser homem, inclusive no interior das práticas linguísticas. Conclui-se que pensar masculinidades surdas exige reconhecer pluralidade, diferença e agência, valorizando experiências comunitárias capazes de ressignificar identidades e ampliar formas de existência, resistência e participação social em diferentes contextos sociais e culturais.
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