REDES DE PESQUISADORAS SURDAS: COLABORAÇÃO, PERTENCIMENTO E RESISTÊNCIA NA PRODUÇÃO DE CONHECIMENTOS
Resumo
Este artigo analisa a constituição de redes de pesquisadoras surdas como espaços de colaboração, pertencimento e resistência na produção de conhecimentos. A discussão fundamenta-se em estudos sobre mulheres surdas na ciência, protagonismo feminino, movimento surdo, produção acadêmica em Libras, interseccionalidade e enfrentamento ao epistemicídio e à violência linguística. Argumenta-se que a presença de mulheres surdas em universidades, grupos de pesquisa, movimentos sociais, eventos e redes digitais amplia possibilidades de autoria e circulação de saberes ancorados na experiência visual e na diferença linguística. As fontes examinadas evidenciam que trajetórias pioneiras, encontros coletivos e vínculos entre pesquisadoras produzem referências para novas gerações, ao mesmo tempo que tensionam estruturas acadêmicas marcadas pelo ouvintismo, pelo sexismo e por desigualdades raciais. Conclui-se que fortalecer redes acadêmicas surdas requer reconhecimento da Libras como língua de produção científica, políticas institucionais de acessibilidade e valorização da pluralidade das experiências femininas surdas em diferentes territórios, campos disciplinares e instituições.
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