TECNOLOGIAS DIGITAIS E COGNIÇÃO NA EDUCAÇÃO DE SURDOS: VISUALIDADE, MEDIAÇÃO PEDAGÓGICA E CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS
Resumo
Este artigo analisa as relações entre tecnologias digitais, cognição e educação de surdos, enfatizando a visualidade, a mediação pedagógica e a construção de sentidos em contextos bilíngues. Parte-se do entendimento de que a Libras, por sua modalidade gestual-visual, demanda práticas educativas que articulem recursos imagéticos, interação e acessibilidade linguística. Com base em revisão bibliográfica de estudos sobre tecnologias digitais, ambientes virtuais de aprendizagem, softwares educativos, tecnologias assistivas, realidade aumentada, inteligência artificial e ensino de português como segunda língua, discutem-se possibilidades e limites desses recursos. Os resultados indicam que as tecnologias podem ampliar autonomia, participação, compreensão conceitual e acesso ao conhecimento quando integradas a objetivos pedagógicos e à mediação docente. Evidenciam-se, contudo, limites relacionados à tradução automática, ao desenho de interfaces, à formação de professores e à baixa integração curricular. Conclui-se que a inovação tecnológica somente se torna educacionalmente significativa quando respeita a experiência visual, a Libras e o protagonismo surdo.
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