TRAJETÓRIAS ESCOLARES DE HOMENS SURDOS: DESAFIOS, RESISTÊNCIAS E CONQUISTAS
Resumo
Este artigo analisa trajetórias escolares de homens surdos, enfatizando desafios, resistências e conquistas construídas em diferentes etapas da escolarização. A discussão apoia-se em estudos brasileiros publicados entre 2024 e 2026, com destaque para narrativas autobiográficas, práticas pedagógicas, identidade surda, Libras como primeira língua (L1) de instrução e o português escrito como segunda língua (L2).">educação bilíngue, acesso e permanência no ensino superior. Os estudos evidenciam que barreiras linguísticas, ausência ou insuficiência de intérpretes de Libras, práticas pedagógicas centradas em estudantes ouvintes e fragilidades institucionais atravessam percursos educacionais de sujeitos surdos. Ao mesmo tempo, mostram que o contato com a Libras, a comunidade surda, professores bilíngues, redes familiares e políticas de acessibilidade pode favorecer pertencimento, continuidade dos estudos e protagonismo. Conclui-se que compreender essas trajetórias exige superar leituras deficitárias da surdez e reconhecer experiências visuais, culturais e linguísticas como dimensões constitutivas da formação escolar, da identidade e das conquistas acadêmicas e profissionais dos homens surdos no interior de instituições educacionais historicamente organizadas pela lógica ouvinte dominante.
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