ACESSIBILIDADE LINGUÍSTICA NA PESQUISA, NOS EVENTOS E NAS PUBLICAÇÕES CIENTÍFICAS
Resumo
Este artigo analisa a acessibilidade linguística na pesquisa, nos eventos e nas publicações científicas, com ênfase na participação de pessoas surdas usuárias da Língua Brasileira de Sinais (Libras). A discussão, de natureza bibliográfica, articula estudos sobre justiça linguística, comunicação científica, interpretação em conferências, produção acadêmica em Libras, terminologia especializada e recursos digitais. Argumenta-se que o acesso formal à universidade e à ciência não garante, por si só, participação equitativa, pois persistem barreiras decorrentes da centralidade da escrita e da oralidade. Nos eventos, a presença de intérpretes exige planejamento, preparação terminológica e condições técnicas adequadas. Na pesquisa e nas publicações, vídeo-artigos, glossários bilíngues, validação terminológica por pesquisadores surdos e políticas editoriais inclusivas ampliam as possibilidades de autoria e circulação do conhecimento. Conclui-se que a acessibilidade linguística deve integrar todas as etapas da produção científica, reconhecendo a Libras como língua legítima de produção, comunicação e validação acadêmica, em condições democráticas e plurais.
Como citar este trabalho
Direitos e uso
Os direitos deste trabalho pertencem aos autores e ao veículo de publicação original. O Libras.com.br cataloga e dá acesso ao documento, mas não define seus termos de uso: antes de reutilizar, copiar ou redistribuir o conteúdo, consulte a licença no repositório de origem.
Ver no repositório de origem