TECNOLOGIAS DIGITAIS E FORTALECIMENTO DAS REDES DE PESQUISADORAS SURDAS: AUTORIA, COLABORAÇÃO E CIRCULAÇÃO DO CONHECIMENTO EM LIBRAS
Resumo
Este artigo analisa como as tecnologias digitais podem fortalecer redes de pesquisadoras surdas, ampliando autoria, colaboração, visibilidade e circulação do conhecimento em Língua Brasileira de Sinais. A reflexão, de natureza bibliográfica, articula estudos sobre mulheres surdas na ciência, protagonismo feminino, mídias sociais, produção audiovisual, ensino superior e divulgação científica em Libras. Argumenta-se que plataformas digitais, vídeos registros, redes sociais, repositórios e ambientes colaborativos favorecem vínculos entre pesquisadoras geograficamente dispersas, possibilitam produção autoral em língua de sinais e ampliam interlocuções acadêmicas e comunitárias. Contudo, a presença tecnológica, isoladamente, não assegura democratização do conhecimento, pois persistem barreiras linguísticas, institucionais, editoriais e de reconhecimento epistemológico. Conclui-se que o fortalecimento dessas redes exige políticas de acessibilidade linguística, valorização da Libras como língua de produção científica, participação de mulheres surdas nas decisões acadêmicas e infraestruturas digitais concebidas com protagonismo surdo, promovendo uma ciência plural, colaborativa e socialmente acessível, na educação superior e na pesquisa brasileira contemporânea.
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