METODOLOGIAS VISUAIS EM PESQUISAS DESENVOLVIDAS POR MULHERES SURDAS: LIBRAS, NARRATIVAS, EXPERIÊNCIAS E PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
Resumo
Este artigo discute as metodologias visuais empregadas em pesquisas desenvolvidas por mulheres surdas, considerando a Libras, as narrativas de experiência e a produção de conhecimento como dimensões epistemológicas centrais. O estudo possui caráter bibliográfico e qualitativo, fundamentado em pesquisas sobre protagonismo feminino surdo, visualidade, escrevivência, narrativas autobiográficas, mídias sociais, análise documental, produções poéticas em Libras e letramento visual. Argumenta-se que a visualidade não constitui apenas recurso técnico de coleta ou apresentação de dados, mas modo de conhecer, significar e registrar experiências atravessadas pela língua de sinais, pelo corpo e pela memória. As análises evidenciam que pesquisadoras surdas ampliam os repertórios metodológicos ao valorizar vídeos, imagens, entrevistas sinalizadas, relatos de vida, performances e ambientes digitais. Conclui-se que reconhecer essas práticas fortalece a autoria científica das mulheres surdas, combate apagamentos epistemológicos e contribui para pesquisas mais coerentes com as especificidades linguísticas, culturais, identitárias e visuais das comunidades surdas brasileiras na contemporaneidade acadêmica.
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