CULTURA SURDA E CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADES COGNITIVAS: EXPERIÊNCIA VISUAL, LIBRAS E PRODUÇÃO DE SENTIDOS
Resumo
Este artigo analisa as relações entre cultura surda, experiência visual, Língua Brasileira de Sinais (Libras) e construção de identidades cognitivas, compreendidas como modos socialmente e linguisticamente mediados de perceber, organizar, lembrar e produzir sentidos sobre a experiência. Trata-se de pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa, fundamentada em estudos brasileiros publicados entre 2024 e 2026. A análise evidencia que a Libras ultrapassa a função comunicativa e atua como mediadora simbólica, cultural e cognitiva, articulando corpo, espaço, memória, pertencimento e participação social. A experiência visual constitui eixo estruturante da interação e da elaboração de significados, enquanto a convivência comunitária, a literatura em Libras, as práticas multimodais e os ambientes digitais ampliam repertórios identitários. Conclui-se que as identidades surdas são plurais, históricas e relacionais e que sua dimensão cognitiva se constitui na articulação entre língua, visualidade, cultura, memória e acesso socialmente situado ao conhecimento, em diferentes contextos familiares, educacionais, comunitários e tecnológicos contemporâneos brasileiros.
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