ENSINO DE LIBRAS À LUZ DA LINGUÍSTICA COGNITIVA: CORPOREIDADE, ICONICIDADE E CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS
Resumo
Este artigo discute contribuições da Linguística Cognitiva para o ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras), com ênfase na corporeidade, na iconicidade e na construção de sentidos. Parte-se de revisão bibliográfica qualitativa de estudos sobre metáfora conceptual, esquemas imagéticos, experiência visual, ampliação lexical, espaços mentais e ensino de Libras como segunda língua. A análise evidencia que a modalidade visoespacial da Libras favorece práticas pedagógicas que articulam corpo, espaço, movimento, cultura e processos de conceptualização, superando abordagens centradas apenas na memorização de sinais. Argumenta-se que recursos visuais precisam ser semanticamente relevantes, contextualizados e vinculados à experiência dos aprendizes. Destaca-se também o papel de professores surdos, atividades interativas e objetos de aprendizagem no desenvolvimento da competência comunicativa. Conclui-se que uma perspectiva cognitiva fortalece o ensino de Libras ao integrar forma linguística, experiência corporificada, iconicidade e produção contextualizada de significados, favorecendo aprendizagem reflexiva, visual, comunicativa e culturalmente situada em diferentes contextos educacionais brasileiros.
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