LIBRAS, AUTORIA E DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA POR MULHERES SURDAS: PROTAGONISMO, PRODUÇÃO E CIRCULAÇÃO DE CONHECIMENTOS
Resumo
Este artigo analisa as relações entre Libras, autoria e divulgação científica protagonizadas por mulheres surdas, considerando sua inserção na produção, legitimação e circulação de conhecimentos acadêmicos. O objetivo é discutir como pesquisadoras, professoras, escritoras e lideranças surdas transformam experiências visuais, linguísticas e culturais em práticas autorais capazes de tensionar formas históricas de silenciamento e desigualdade epistêmica. Metodologicamente, desenvolve-se uma pesquisa bibliográfica de abordagem qualitativa, fundamentada em estudos sobre mulheres surdas, autoria, Estudos Surdos, cultura visual, protagonismo e divulgação científica em Libras. A análise evidencia que a presença de mulheres surdas na ciência amplia repertórios epistemológicos, fortalece processos de autorrepresentação e questiona a centralidade exclusiva da língua portuguesa escrita na comunicação acadêmica. Conclui-se que ampliar publicações em Libras, vídeo-registros, sinalários e recursos digitais acessíveis constitui condição estratégica para democratizar a ciência, reconhecer autorias surdas e promover justiça linguística no ensino superior brasileiro contemporâneo e em outros espaços públicos de conhecimento social.
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