ICONICIDADE E ARBITRARIEDADE NA LIBRAS: MOTIVAÇÃO, CONVENCIONALIDADE E ESTRUTURA LINGUÍSTICA
Resumo
Este artigo discute as relações entre iconicidade e arbitrariedade na Língua Brasileira de Sinais (Libras), focalizando os conceitos de motivação, convencionalidade e estrutura linguística. A pesquisa é bibliográfica e qualitativa, fundamentada em estudos sobre signo linguístico, iconicidade, criação lexical, classificadores, descrições imagéticas, fonologia e organização sintática da Libras. Analisa-se como a modalidade visual-espacial favorece relações perceptíveis entre forma e significado sem eliminar o caráter convencional e sistêmico dos sinais. Os estudos examinados indicam que iconicidade não equivale a motivação, assim como arbitrariedade não corresponde necessariamente a motivação. Evidenciam também que parâmetros fonológicos, experiência corporal, recursos espaciais e práticas socioculturais participam da formação e da estabilização lexical. Conclui-se que iconicidade e arbitrariedade podem coexistir na Libras, em diferentes graus e níveis estruturais, e que sua análise integrada contribui para compreender a complexidade gramatical, cognitiva e social desta língua natural. Essa perspectiva evita reduções gestuais e reafirma sua autonomia como sistema linguístico.
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