Libras: prática de translinguagem no ato de produção de sinais de alunas surdas em espaço acadêmico
Resumo
Este ensaio discute o processo de interação de translinguagem no ato de Sinais de duas estudantes Surdas, Bilíngues, sinalizantes de Libras, e que também utilizam a Língua Portuguesa, sendo uma oralizada e a outra não oralizada . Tem como objetivo compreender as especificidades linguísticas do Surdo e as complexas situações de transliguagem no cotidiano acadêmico. As práticas de translinguagens são discutidas e alicerçadas por meio de observação feita no decorrer da atuação profissional como Intérprete de Libras. Para compor o arcabouço teórico, utilizaremos o conceito de Translinguagem de Canagarajah (2013-2017), a concepção de ser Surdo de Ladd (2013) e de Perlin (2005). E, para a visão discursiva da linguagem, entendendo a interligação dela com as relações de poder e como isso atua na construção das identidades, usaremos Tomaz Silva (2009). O texto tem uma abordagem qualitativa e de técnica de observação a fim de desvelar o processo de translinguagem. Percebe-se, no ato dos Sinais, uma busca por vários repertórios semióticos que agrega a fala das pessoas com surdez, e, por meio da diversidade de recursos multimodais, em conjunto com os Sinais, os significados dos signos são construídos e estruturados nos ambientes linguísticos.
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