As congregações em língua de sinais das Testemunhas de Jeová: a universalidade do Governo do Reino de Deus e a particularidade das línguas
Resumo
A língua brasileira de sinais (libras) foi reconhecida juridicamente em 2002. No processo que levou ao engendramento da surdez como particularidade lingüística, algumas instituições religiosas foram importantes. Entre estas, destaca-se as Testemunhas de Jeová. O objetivo deste artigo é analisar o projeto específico de evangelização em língua de sinais. A sua atuação se caracteriza pela fundação de congregações particulares dessa língua, com uma larga produção de vídeos e o treino sistemático da oratória. Contudo, em consonância com sua teologia, tal projeto não leva à afirmação de particularismo identitários políticos na surdez, não havendo em seus rituais uma marcação de diferenças entre surdos e ouvintes. Seu projeto trata sobretudo de traduzir suas práticas para essa língua e a transformação de sujeitos surdos em filhos escolhidos de Jeová.
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