Adequações entre professora surda e alunos ouvintes para o aprendizado de Libras
Resumo
O artigo objetiva analisar a forma que a Libras atua como uma segunda língua para três alunos ouvintes, com idades de 10 (dez) a 11 (onze) anos, inscritos no curso de Libras de módulo básico. Assim, a proposta do presente artigo é examinar a relação entre uma professora surda com os alunos ouvintes que, até então, nunca tiveram contato com a Comunidade Surda e que não têm o conhecimento proficiente em língua de sinais para difundir a Libras. Sobre os argumentos para a pesquisa trazemos aqui autores como Perlin (2006), Strobel (2008), Reis (2006), Kishimoto (1996, 1998), Góes (2000) e Oliveira (2019) que reforçam que o jogo traz ganhos que vão além do desenvolvimento da cognição; Quadros (2005) pela assertiva ao mostrar que o ensino bilíngue é um desafio para todos os envolvidos, surdos e ouvintes; Pereira e Vieira (2009) que reforçam esse ponto de vista ao apontar a dificuldade dos surdos bilíngues para se apropriar da língua majoritária, habilidades que talvez nunca sejam plenamente alcançadas; Rodrigues (2015) que fala da sensibilização e aceitação do diferente, para formarmos cidadãos mais conscientes e justos.
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