USO DE IMAGENS EM MATERIAIS DIDÁTICOS DIGITAIS NO ENSINO DE LIBRAS
Resumo
Este artigo analisa concepções pedagógicas de professores surdos a partir do uso de imagens na produção de matérias didáticos digitais para o ensino de LIBRAS, aplicando-os por meio de tecnologias digitais e plataformas virtuais. Buscou-se compreender como seus discursos sobre visualidade e como eles implicam em suas concepções e práticas pedagógicas. A escola escolhida foi o Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES). Como referências teóricas foram tomados autores de diferentes campos de saber: Dondis e Santaella (Linguagem visual); Lebedeff e Rosa (Educação e Cultura Surda); Skliar (Estudos Culturais Surdos); Campello (Semiótica Visual). A metodologia, caracterizada pela abordagem qualitativa exploratória, foi desenvolvida com base em Caleffe e Moreira, Bauer e Gaskell. A coleta de dados foi realizada em dois momentos: entrevista semi-estruturada (com roteiro em português, mas transliterado para LIBRAS), exame de material didático e a observação das aulas. Os sujeitos participantes da pesquisa foram professores surdos formados no curso Letras Libras, na modalidade EaD. O instrumento de registro das entrevistas e observações foram gravações em vídeos. Os resultados apontam que uso de imagens vem sendo realizado apenas de cunho complementar, havendo um reducionismo icônico das imagens, caracterizadas apenas por suas representações físicas. Há indícios da falta de preparo técnico e acadêmico, o que faz com que a imagem tenha um uso secundário no material didático. Palavras-chave: Educação dos Surdos; Imagem; LIBRAS; Material Didático; Surdo.
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