Surdos e a educação bilíngue em tempos de pandemia: o enunciATO de professores em análise
Resumo
Neste estudo, propõe-se uma análise do contexto da política linguística para surdos e o lugar do professor, refletindo sobre as ações linguísticas institucionais e as práticas cotidianas de ensino de e em Libras no Brasil em período de pandemia. Pautadas na perspectiva dialógica do discurso de Bakhtin e do círculo (2006, 2008), utilizamos a pesquisa qualitativa. Esta pesquisa tem o caráter etnográfico virtual proposto nas perspectivas de Hine (2009, 2015). Para tanto, selecionamos documentos textuais e visuais no intuito de descrevê-los, analisá-los e compará-los. Constatamos que, apesar da política no Brasil garantir o acesso às informações em Libras e à educação remota, isso ocorre de fato pela via da ação proveniente das comunidades de surdos e de intérpretes. Esse fato escancara as desigualdades sociais, principalmente a linguística, em período de distanciamento social. A partir destas constatações, concluímos que as desigualdades são minimizadas pela ação de professores e de tradutores e intérpretes de Libras-Português, ouvintes, e surdos que unidos desenvolvem uma política linguística de baixo para cima.
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