Surdocegueira no contexto de uma língua de sinais familiar em Buriti dos Lopes (PI): emergência e adaptação linguística
Resumo
As línguas de sinais táteis geralmente são desenvolvidas a partir de uma língua de sinais pré-existente e presente em contextos institucionalizados. Neste artigo, exploramos a emergência de uma língua de sinais em contexto familiar em que havia três filhos surdos, sendo uma das irmãs surdocega, com o objetivo de analisar as adaptações linguísticas ocorrem na transição da língua de sinais familiar dos videntes para a forma tátil, que possibilitaria a manutenção da comunicação entre eles. Os resultados das adaptações realizadas na forma de pronomes e na datilologia na transição do sistema visual para o tátil apontam para inovações que em parte corroboram com os pressupostos presentes na literatura, mas que, por outro lado, por não se tratar de uma língua de sinais institucionalizada, permitem uma menor dependência do sistema visual e mais flexibilidade nas possibilidades de inovação gramatical.Palavras-chave: Língua de sinais emergente. Língua de sinais tátil. Emergência linguística. Pronomes interrogativos. Datilologia.
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