SLAM DE POESIA EM LIBRAS
Resumo
Esse estudo se justifica pela necessidade e importância de pesquisar a produção poética surda materializada pelo corpo, a qual coloca em funcionamento memórias, posições e práticas ideológicas em um espaço de produção literária. Nesse trabalho, enveredamos pelo viés discursivo-materialista de Michel Pêcheux (1975, 1995, 1999) e de Orlandi (2003, 2017), e remontamos a Hashiguti (2008) e Neckel (2019) para tratarmos da questão do corpo (poético). Nosso material de análise se constitui por uma produção em vídeo, de uma apresentação poética em Libras pelo corpo surdo, em um espaço de competição da modalidade Slam. A partir de nossas análises, observamos que o sujeito surdo coloca em jogo um corpo poético atravessado por discursos constituídos por memórias que lhe interditam a possibilidade de ocupação de determinados espaços sociais, além disso, assume o domínio da resistência como ponto para a significação da surdez, de sua língua e de sua própria existência social.
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