“SE UMA DOG PODE APRENDER LIBRAS, VOCÊS TAMBÉM PODEM!” SÉRIO?! / “If a dog can learn Libras, you can too!” Really?!
Resumo
O presente trabalho, baseado na Análise do discurso (PÊCHEUX, 2009 [1988], 2014 [1990]; ORLANDI, 1984, 2008a, 2008b, 2015b) e na História das Ideias Linguísticas (AUROUX,1992, 1998; ORLANDI, 2008b), constitui-se de um gesto de análise de dizeres sobre aprender e ensinar Língua Brasileira de Sinais inscritos em materiais de divulgação de cursos nas redes sociais. O objeto nele abordado encontra-se no campo das tensões entre os discursos sobre 1) o ensino de Libras e a posição surdo e posição ouvinte no lugar de aprendiz; 2) a Libras sendo significada como língua e/ou linguagem, em um retesamento com a língua oficial brasileira, designada por Língua portuguesa; e 3) os lugares de “autoridade” para ensinar /aprender Libras; 4) as ideias e saberes linguísticos (AUROUX,1992) materializados no dizer do lugar da influencer surda. Verificou-se também o funcionamento do discurso digital, conforme Dias (2018). O gesto analítico chegou, por meio da paráfrase (ORLANDI, 2015a), a averiguar a circulação de saberes e ideias linguísticas sobre as línguas de sinais e sua aprendizagem. Com isso, visamos contribuir para o campo de modo a produzir deslocamentos de saberes e formas de ensinar Libras, considerando um confronto entre-línguas do/no Brasil que reverbera na relação entre língua, sujeito e ensino.
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