Reflexões sobre educação de surdos em nossa contemporaneidade
Resumo
Em nossa atualidade estamos lidando com muitas mudanças na educação dos surdos e uma delas é a Libras como primeira língua (L1) de instrução e o português escrito como segunda língua (L2).">educação bilíngue para surdos ser definida como modalidade na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) ao lado da educação especial não sendo mais parte dessa. Tal modalidade é defendida pelos sujeitos e pesquisadores surdos a partir da aposta de que os surdos apresentam uma diferença linguística fugindo assim do modelo da deficiência na definição de seu público alvo. Este artigo tem como objetivo, pensar sobre o lugar das línguas na educação bilíngue para surdos e para isso partimos da seguinte pergunta “como pensarmos então a Libras como língua da escola?” Para fazermos estas reflexões, discutiremos a educação bilíngue como “desejo de realidade” como nos aponta Larrosa (2008) bem como nos perguntamos se a Libras como língua da escola é alienante ou emancipadora a partir de Masschelein e Simons (2017). Por fim, defendemos uma linguagem educacional na educação dos surdos com Biesta (2013) a partir de três noções: confiança sem fundamento, violência transcendental e responsabilidade sem conhecimento.
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