REFLEXÕES ACERCA DO PROCESSO DE INCORPORAÇÃO NOMINAL NA LIBRAS
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Resumo
<strong>Resumo</strong>: A Língua Brasileira de Sinais (Libras), enquanto língua natural, cumpre seu papel linguístico com as características fonéticas, fonológicas, morfológicas, sintáticas, semânticas e pragmáticas, o que só foi possível de ser comprovado a partir das pesquisas pioneiras sobre as Línguas de Sinais realizadas por Stokoe, em 1960. Tratando especificamente das questões morfológicas, o objetivo do presente trabalho é refletir acerca do processo de formação de palavra Incorporação Nominal (IN) na Libras. Pretendemos, com este trabalho, contribuir com os estudos descritivos da Libras, apresentando evidências de uso da língua com suas respectivas análises, tendo em vista os aspectos morfológicos do processo de IN. A IN é entendida como a associação do verbo e de seu argumento dentro da estrutura sintática, processo que resulta na criação de um novo sinal. Realizou-se uma pesquisa bibliográfica para selecionar os autores que tratam sobre a temática, constatando que são pouquíssimos os trabalhos que tratam sobre esse assunto nas línguas de sinais, tanto no Brasil quanto no exterior. Para analisar o processo de IN na Libras, foram utilizados dois corpora diferentes, o Dicionário da Língua de Sinais do Brasil (dicionário Capovilla) e o registro de sinalizações de três pessoas surdas. Os resultados demonstram que na IN há dois grupos de verbos que incorporam seus argumentos, são eles: verbos manuais e verbos simples. Concluímos que ambos os grupos de verbos apresentam a IN composta e a IN classificatória. Constatamos, nos verbos manuais, casos de dupla incorporação, nos quais tanto objeto quanto adjunto foram incorporados pelo verbo. Finalmente, concluímos que: os verbos da Libras apresentam tendência a incorporar argumentos que ocupam a função de adjunto da sentença, ou seja, instrumentos de uso habitual.
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