Processos de tradução de trocadilhos de Alice no país das maravilhas para a Libras e a cultura surda
Resumo
O presente trabalho consiste na tradução de um trecho da obra "Alice no País das Maravilhas", de Lewis Carroll, para a Libras, seguindo a abordagem iniciada por Bentes (2018) e orientada pela perspectiva da tradução cultural e coletiva de Ramos (2010). A pesquisa aborda os desafios de traduzir um capítulo de um clássico da literatura mundial, caracterizado por sua complexidade tradutória, especialmente devido aos elementos considerados intraduzíveis, como trocadilhos e o nonsense. A metodologia adotada é qualitativa e descritiva, com foco no processo de tradução, e as análises são apresentadas por meio de comentários sobre a tradução do capítulo nove, "A História da Falsa Tartaruga". A tradução de Ana Maria Machado (1997) para o português e o trabalho de Bentes (2018) sobre a tradução dos trocadilhos foram utilizados como referências basilares. Os resultados da tradução geram uma reflexão sobre as viabilidades da tradução de textos com sistemas de humor para a comunidade surda, sob uma perspectiva cultural. Essa abordagem busca preservar o humor original, adaptando-o à cultura surda e possibilitando a criação de um terreno fértil para futuras traduções visuoliterárias, que considerem as especificidades das modalidades das línguas de sinais e da cultura surda.
Como citar este trabalho
Direitos e uso
Os direitos deste trabalho pertencem aos autores e ao veículo de publicação original. O Libras.com.br cataloga e dá acesso ao documento, mas não define seus termos de uso: antes de reutilizar, copiar ou redistribuir o conteúdo, consulte a licença no repositório de origem.
Ver no repositório de origem