PERCEPÇÕES DE INTÉRPRETES DE LIBRAS SOBRE O ENSINO DE FÍSICA
Resumo
A partir da Lei de Diretrizes e Bases da Educação de 1996, a escola vem recebendo alunos com deficiências, transtornos globais de desenvolvimento e com altas habilidades/superdotação. Esses alunos frequentam hoje as salas de aula junto a seus pares sem transtornos do desenvolvimento. O aluno surdo, que enfrenta desde o nascimento diversas dificuldades que se iniciam no contexto familiar, também encontra no ensino regular um ambiente desafiador. Na escola, onde geralmente se desconhece a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e elementos da cultura surda, esse aluno, muitas vezes enfrenta uma visão capacitista. Neste artigo, discutiremos as falas de intérpretes de Libras que relatam contextos capacitistas em sala de aula no tratamento do professor para com o aluno surdo e atribuem a isso a falta de conhecimento do processo de inclusão. Foram entrevistadas cinco intérpretes de Libras com formação em Educação Básica ou em Educação Superior, que em suas percepções, acreditam que o aluno surdo, dentro da escola, muitas vezes é tratado de forma capacitista pelo professor, sendo relatado que este profissional o percebe como vítima, não acredita que possa aprender e que, por isso, facilita sua promoção escolar em vez de investir em recursos didáticos que colaborem com seu aprendizado. Esse fato, entre outros relatados, se opõe às prerrogativas dos direitos humanos, que preconizam que todos sejam tratados equitativamente para que tenham as mesmas oportunidades.
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