Paratextos editoriais em produções literárias bilíngues (português-Libras): novas perspectivas de leitura de traduções
Resumo
A teoria dos paratextos tem colaborado com pesquisas no campo dos Estudos da Tradução, contribuindo não apenas para as discussões sobre as escolhas tradutórias, mas também para examinar como tem sido dado o reconhecimento para quem traduz. Nesta pesquisa, objetivamos descrever quais paratextos editoriais são contemplados nas produções literárias bilíngues e multimidiáticas (português-Libras) selecionadas. Essas obras foram analisadas observando que elementos paratradutivos estão presentes no corpus delimitado. Fundamentada em Genette (2009), buscamos aporte teórico em outros autores que abordam sobre paratradução, literatura em Libras (KARNOPP, 2006, 2008; MOURÃO, 2011) e tradução literária infantojuvenil de/para Libras (ALBRES, 2014; SCHLEMPER, 2016). Identificamos 36 obras de literatura infantojuvenil bilíngue, e, para este artigo, optamos por analisar 6 delas. A partir do registro dos paratextos aplicada num quadro descritivo, discutimos os paratextos e os elementos paratradutivos identificados, observando as especificidades decorrentes do gênero textual e das línguas em questão. Constatamos que não há padrão na apresentação dos paratextos nas versões impressas e que, para este estudo, foram necessárias adequações teóricas e metodológicas para transpor a Teoria dos Paratextos nas versões digitais. A partir da análise, evidenciamos que a figura do(a) ilustrador(a) é reconhecida nas obras analisadas, entretanto isto não ocorre em todas as produções com o(a) tradutor(a) da obra.
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