O SURDO COMO ABJETO: UMA ANÁLISE QUEER DAS RELAÇÕES BINÁRIAS OUVINTES/SURDOS.
Resumo
A história dos/as surdos/as carrega um grande fardo de estigmas moldados em discursos que os/as inferiorizam, os/as tornando sujeitos periféricos, subalternos e abjetos na sociedade normativamente ouvinte. Tais discursos ultrapassam a história e se repetem incorporando nos sujeitos surdos, certa precariedade e inferioridade que engendram seus corpos. Brigando com esses discursos, este trabalho tem por objetivo mostrar como os sujeitos surdos são produzidos em detrimento de normalizações impostas de uma cultura ouvinte. Através das formulações críticas e estratégicas da teoria Queer - tendo em vista, ser esta uma teoria analítica das normalizações que moldam corpos e subjetividades estabelecendo relações de poder entre os seus interagentes – questionaremos as formas de normalizações micropolíticas que se impõem aos/as surdos/as pela cultura ouvinte. O intentio deste trabalho se resume a uma reflexão teórico-analítica que questiona a subalternidade e a abjeção dos sujeitos surdos em nossa cultura.
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