Libras na formação inicial de educadores: entre políticas linguísticas e práticas pedagógicas
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Resumo
O presente artigo tem como objetivo discutir a inserção da Língua Brasileira de Sinais (Libras) nos cursos de licenciatura, articulando os avanços legais — como a Lei 10.436/2002 e o Decreto 5.626/2005 — com os desafios enfrentados em sua efetivação nas práticas formativas. Fundamentado em autores como Spolsky (2004, 2009, 2012), Skliar (1998, 2001, 2003), Strobel (2008), Stumpf (2005), Halliday (1975), Tomasello (2003), o artigo analisa as políticas linguísticas da Libras a partir de uma perspectiva que integra legislação, crenças institucionais e práticas cotidianas. Primeiramente, por mais que a Libras seja oficialmente reconhecida, seu ensino ainda ocupa um lugar marginal nos currículos e é tratada com viés técnico. Em segundo lugar, são abordados os limites e lacunas na formação inicial, apontando a fragmentação do conteúdo e a ausência de integração entre teoria e prática, além de discutir abordagens de aquisição da linguagem que sustentam uma formação mais adequada, especialmente a perspectiva funcionalista. Por fim, são apresentados exemplos de práticas pedagógicas significativas, como aulas ministradas por professores surdos, uso de recursos visuais e tecnológicos, atividades lúdicas e integração entre estudantes surdos e ouvintes, todas voltadas à valorização da cultura surda e ao desenvolvimento de uma educação bilíngue. Conclui-se, neste texto, que a efetivação da Libras na formação docente requer não apenas o cumprimento de diretrizes legais, mas a transformação das crenças pedagógicas e a promoção de práticas inclusivas que reconheçam a diferença como valor formativo.
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