LIBRAS na educação sexual da pessoa surda
Resumo
O presente estudo aborda a visão social e estigma da sexualidade da pessoa surda. Segundo Dizeu e Caporali (2005), existe uma necessidade de promover o uso da LIBRAS tanto no contexto escolar quanto familiar ainda na infância buscando uma melhor relação entre eles, pois esta interação seria mais produtiva, colaborando na construção da identidade do surdo, além de prevenir danos e transtornos ao facilitar o acesso a uma educação sexual informativa e abrangente, considerando a importância desta no desenvolvimento da sexualidade do indivíduo, enfatizando os seus direitos de vivenciar o prazer sexual. Foi utilizada uma revisão bibliográfica a partir dos termos surdez, sexualidade, educação sexual do surdo, cultura surda. Como resultado da busca foram obtidas 26 pesquisas, dentre elas apenas 8 tratavam diretamente da educação sexual do surdo. Como resultado do estudo realizado, observou-se que existe uma visão limitada a respeito do surdo, impossibilitando o acesso às descobertas da sua identidade, sendo colocado como mentalmente incapaz de um desenvolvimento saudável das noções acerca da própria subjetividade e do mundo, dificultando o processo de inclusão social. Quando se fala em inclusão e acesso à informação, a sexualidade humana não deve ser descartada. É necessário compreender que os sujeitos surdos partilham de uma cultura evidenciada através de uma língua própria e não deveria ser um impedimento em seu desenvolvimento social a questão linguística.
Como citar este trabalho
Direitos e uso
Os direitos deste trabalho pertencem aos autores e ao veículo de publicação original. O Libras.com.br cataloga e dá acesso ao documento, mas não define seus termos de uso: antes de reutilizar, copiar ou redistribuir o conteúdo, consulte a licença no repositório de origem.
Ver no repositório de origem