LIBRAS E TERMOS ÉTNICO-RACIAIS: uma análise à luz da Lei 10.639/03
Resumo
Este artigo explora a importância da Língua Brasileira de Sinais (Libras) na promoção de termos relacionados às discussões étnico-raciais, destacando os desafios e avanços na implementação da Lei nº. 10.639/03. A referida lei, que tornou obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana nas escolas brasileiras, também implica a necessidade de adaptar essas discussões para o contexto de uma educação inclusiva e bilíngue para Surdos. O estudo analisou como a Libras pode ser utilizada como um instrumento para o acesso e a compreensão de questões étnico-raciais, contribuindo para a construção de uma sociedade mais inclusiva e igualitária. A pesquisa abrange uma revisão de literatura sobre Terminologia étnico-racial em Libras, bem como uma análise de práticas educacionais atuais, identificando barreiras e oportunidades para a promoção de uma Terminologia mais abrangente e culturalmente sensível. Os resultados indicam que, embora haja avanços significativos na sensibilização e implementação da lei, ainda existem desafios substanciais, como a falta de formação adequada de professores e a escassez de materiais pedagógicos acessíveis. Conclui-se que um esforço contínuo e colaborativo é necessário para fortalecer a inclusão de termos étnico-raciais em Libras, promovendo assim uma educação que valorize a diversidade e respeite os direitos linguísticos e culturais da Comunidade Surda.
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