Libras e formação do fonoaudiólogo: um retrato preliminar para o entendimento da prática fonoaudiológica bilíngue
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Resumo
RESUMO Objetivo conhecer a formação em Fonoaudiologia Bilíngue no Brasil em nível de graduação e discutir sua atuação junto a pessoas surdas. Métodos estudo exploratório, transversal, de análise descritiva e interpretativa, realizado entre agosto de 2022 e fevereiro de 2023, com parceria da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. A coleta foi realizada por meio de formulário eletrônico enviado aos 115 cursos de fonoaudiologia ativos no país. Resultados Participaram 23 cursos de fonoaudiologia, predominantemente da Região Sudeste e a maioria, de instituições públicas. A disciplina de Língua Brasileira de Sinais era oferecida por todos os cursos, majoritariamente presenciais e com professores ouvintes, com carga horária de 60 a 90 horas. A análise qualitativa apontou nos currículos heterogeneidade de práticas e posicionamentos sobre a abordagem das demandas de pessoas surdas, predominando a falta de posicionamento sobre a compreensão da surdez e do sujeito surdo quanto a sua diversidade cultural e linguística. As demais práticas se dividiram em abordagens orais/auditivas relativas à reabilitação auditiva e ao uso de recursos tecnológicos e, por outro lado, em abordagens bilíngues que, além da disciplina de Língua Brasileira de Sinais, destacavam estágios em desenvolvimento da linguagem (oral, escrita e sinalizada). Conclusão O conteúdo referente à Língua Brasileira de Sinais está presente nos currículos, como determina a lei. Entretanto, ainda há uma tendência à invisibilização das demandas das pessoas surdas sinalizadoras nos currículos, a práticas orais-auditivas, à restrição da formação em Fonoaudiologia Bilíngue aos conhecimentos da Língua Brasileira de Sinais e a projetos e atividades curriculares não obrigatórias.
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