Identificação das formas de comunicação em portadores de surdocegueira para planejamento da intervenção terapêutica
Resumo
Alterações auditivas e visuais são capazes de afetar o desenvolvimento motor e cognitivo de crianças e comprometer a aquisição de habilidades funcionais no adulto. A deficiência sensorial pode alterar a qualidade de percepção apresentada ao cérebro e influenciar a aprendizagem. Desta forma, a adaptação sensorial é condição necessária para o fornecimento de informações que possam favorecer o desenvolvimento de sujeitos com surdocegueira. O presente estudo verificou as formas de comunicação apresentadas por crianças e adultos surdocegos visando identificar estratégias para o planejamento da intervenção terapêutica. Para isso, foram entrevistadas 19 famílias que possuíam um dos membros sendo portador de surdocegueira. Os sujeitos foram divididos em dois grupos etários que foram considerados como crianças (até 17 anos) ou adultos (acima de 17 anos). Os resultados não apontaram predominância de qualquer forma de comunicação expressiva nos dois grupos etários. Entretanto, para a comunicação receptiva, LIBRAS foi, significativamente, mais usada que as demais formas de comunicação receptiva pelos adultos. Conclui-se que profissionais que prestam atendimento a sujeitos com surdocegueira devem capacitar-se a diferentes modalidades de comunicação e habilitar-se a comunicação por LIBRAS para interagir com sujeitos surdocegos e planejar adequadamente sua intervenção terapêutica.
Como citar este trabalho
Direitos e uso
Os direitos deste trabalho pertencem aos autores e ao veículo de publicação original. O Libras.com.br cataloga e dá acesso ao documento, mas não define seus termos de uso: antes de reutilizar, copiar ou redistribuir o conteúdo, consulte a licença no repositório de origem.
Ver no repositório de origem