Educação museal inclusiva: saberes e práticas de estudantes surdos em um museu no interior do Rio de Janeiro
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Resumo
O ensino não formal tem sido amplamente utilizado para promover a interação de visitantes surdos com o conhecimento científico. Nesse contexto, a visualidade se destaca como uma ferramenta em mediações especializadas, facilitando a atenção e o aprofundamento do conhecimento. Este estudo investiga a inclusão educacional de estudantes surdos no Museu Interativo de Ciências do Sul Fluminense (MICInense), em Barra Mansa, Rio de Janeiro. Utilizando uma abordagem qualitativa, a pesquisa analisa as interações entre estudantes surdos e mediadores do museu, com ênfase no papel da visualidade no ensino de pessoas com deficiência auditiva. As visitas, realizadas entre setembro e novembro de 2023, envolveram seis estudantes de duas unidades escolares, acompanhados por intérpretes de Libras ou assistentes sociais. Os resultados indicam que atividades visuais, especialmente experimentos de química, despertam maior interesse entre os estudantes surdos. Contudo, a tradução de termos científicos complexos para Libras ainda enfrenta desafios devido à falta de sinais específicos. A inclusão de profissionais surdos como mediadores é destacada como uma prática eficaz para promover a interação e enriquecer a experiência dos visitantes. Conclui-se que espaços educacionais não formais, com recursos visuais adequados e intérpretes, são essenciais para reduzir barreiras linguísticas e promover a inclusão de estudantes surdos.
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