Comunicação Social Háptica e “imagens táteis”: possibilidades para a acessibilidade de pessoas com surdocegueira em contextos de aprendizagem
Resumo
A surdocegueira é considerada uma condição única na qual a pessoa apresenta perdas visuais e auditivas concomitantemente em diferentes níveis que pode levar ao prejuízo de acesso a informações. Independentemente de ser congênita ou adquirida, o uso do tato e do toque são fundamentais para a aquisição de conhecimentos e situações de comunicação. O presente artigo tem como objetivo propor uma reflexão sobre o uso da Comunicação Social Háptica e “imagens táteis” a fim de identificar os benefícios e acessibilidade proporcionadas em situações de aprendizagem para pessoas com surdocegueira. São utilizados como referenciais teóricos, principalmente, os estudos de Lahtinen, Palmer e Lahtinen e Nicholas. A metodologia utilizada é da pesquisa narrativa segundo Aragão. Como questão norteadora tem-se: quais são os benefícios do uso da Comunicação Social Háptica e “imagens táteis” para acessibilidade de estudantes com surdocegueira em situações de aprendizagem? Os resultados mostram que fazer uso de ambos pode facilitar e proporcionar a aprendizagem de pessoas com surdocegueira em diferentes contextos, pois possibilitam o recebimento da informação com mais detalhes e de maneira mais eficiente por meio do tato e do toque. O artigo foi produzido a partir das discussões feitas no Grupo de Estudos e Pesquisa em Inclusão e Comunicação Social Háptica (GEPISCH). Palavras-chave: Surdocegueira. Imagens táteis. Comunicação Social Háptica. Acessibilidade. Aprendizagem.
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