Antropomorfismo e o espaço metafórico nas narrativas literárias em língua de sinais
Resumo
A Literatura Surda utiliza a língua de sinais para repercutir temas e formas linguístico culturais da comunidade Surda, uma comunidade que se expressa por meio da visualidade e do corpo. Tendo como principal referência os estudos desenvolvidos por Sutton-Spence e Napoli sobre o antropomorfismo e o espaço metafórico na Literatura Surda, este artigo analisa duas narrativas produzidas por contadores de histórias surdos em LSB, Língua de Sinais do Brasil e BSL, Língua de Sinais Britânica, buscando nelas identificar esses dois processos linguísticos, a antropomorfia e o espaço metafórico. Na análise das narrativas nos valemos da identificação dos processos e sua quantificação. Este estudo demonstra que o processo da antropomorfia, baseado em incorporações, é o mais recorrente nas narrativas analisadas. O espaço metafórico aparece sutilmente, mas pode estar presente a depender da divisão espacial atribuída pelo contador da história.
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