A surdidade enquanto processo de luta e representação surda: resistir e não recuar!
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Resumo
Temos por objetivo apresentar a Surdidade enquanto processo de luta para a representação das pessoas surdas na sociedade que se afirma inclusiva. Por meio do pertencimento à comunidade surda e pelo modo surdo de ser e experienciar o mundo é que buscamos apresentar e defender o movimento de resistência às imposições de ouvintização sobre as pessoas surdas de todas as idades, nos diferentes espaços sociais, entre eles as instituições educacionais. Denunciamos que mesmo diante das políticas que reconhecem o direito a língua de sinais e atenção à visualidade, crianças e adultos surdos passam cotidianamente por situações que os desconsidera em suas características e com isso tem seus direitos negligenciados até mesmo na escola, o que exige que se identifiquem e se aproximem daquilo que os oprime: a marca de ‘Deficiência’. Destacamos que o conceito de deficiência, embora corresponda a garantia de direitos nos documentos e na legislação, não reflete a diferença, a cultura surda e à singularidade linguística desses sujeitos. Para essa produção, utilizamos como metodologia a pesquisa bibliográfica e documental, mas também nos dedicamos a pesquisa de campo, pelo pertencimento dos autores a comunidade surda. Para analisar as contradições na busca pela superação das ações colonialistas em vigência, o conceito e as práticas que levem a Deafhood traduzido para o português como Surdidade, foram e são essenciais. Temos como principal referência sobre a Surdidade, os estudos de Ladd (2013), a partir dos quais nos posicionamos para a luta e buscamos a efetivação da Libras como primeira língua (L1) de instrução e o português escrito como segunda língua (L2).">educação bilíngue não somente como proposta educacional, mas como resultado desse processo de representação e respeito ao surdo.
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