A FORMAÇÃO DO PROFESSOR PARA A EDUCAÇÃO DE SURDOS: POTENCIALIDADES DAS METODOLOGIAS ATIVAS NA CONSTRUÇÃO DE PRÁTICAS INCLUSIVAS
Resumo
A educação de surdos no Brasil tem avançado no campo legal e conceitual, sobretudo após o reconhecimento da Libras e da definição da educação bilíngue, porém a formação inicial docente ainda é marcada por práticas pedagógicas transmissivas, centradas na oralidade e pouco sensíveis à diferença linguística e cultural surda. Tal cenário evidencia uma contradição entre o discurso da inclusão e as práticas efetivamente desenvolvidas na formação dos licenciandos. Diante disso, este estudo tem como objetivo analisar as potencialidades das metodologias ativas na formação do professor para a educação de surdos, destacando sua contribuição para a construção de práticas pedagógicas inclusivas fundamentadas na visualidade da Libras. Trata-se de uma revisão bibliográfica qualitativa, desenvolvida a partir da análise de artigos, livros e documentos publicados entre 2023 e 2025, com base teórica em Nóvoa (2009), Strobel (2016), Skliar (2012) e Moran (2018). A análise aponta que, ao promover vivências dialógicas, colaborativas e experienciadas em Libras, as metodologias ativas possibilitam que o professor em formação compreenda a diferença surda como princípio de organização pedagógica, e não como adaptação. Conclui-se que a formação docente inclusiva exige processos formativos que tomem a visualidade e a cultura surda como fundamentos da prática e que as metodologias ativas constituem um caminho potente para concretizar esse movimento.
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