Verbos copulativos, existenciais e de posse na Libras e na LSE: um estudo morfosintático-semántico
Resumo
O presente artigo tem como objetivo analisar os predicados relacionais que são expressos por meio de verbo copulativo, existencial ou de posse, na Libras e na LSE. A proposta é descrever a constituição predicativa envolvendo estes tipos de verbos relacionais nestas duas línguas de sinais a partir de discussões linguísticas prévias apresentadas em outras línguas. Para isso, adota-se a metodologia de pesquisa qualitativa, de cunho bibliográfico e documental, ou seja, adota-se, para as análises, dados do Corpus da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e do Corpus da Língua de Sinais Espanhola (LSE). A consequência desta proposta é que, para além da morfologia e da sintaxe, torna -se fundamental acessar também as informações semânticas para identificar a interpretação respectiva de cada verbo: se possessivo, se existencial ou se copulativo. Com base nos dados, verificamos a realização de verbos copulativos tanto na Libras como na LSE. Os dados indicam que parece haver algum conteúdo semântico associado ao sinal quando são realizados foneticamente, assim a sua realização não é essencialmente referencial. Por outro lado, tais realizações poderiam estar indicando um processo de gramaticalização que invoca a realização fonética de tais verbos em ambas línguas. Isso pode estar acontecendo também como efeito de línguas em contato, uma vez que ambas línguas são usadas por surdos bilíngues.
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