TABELA PERIÓDICA PARA SURDOS: UM LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO
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Resumo
Pautada no bilinguismo, o atual momento da educação de surdos no Brasil tem como intuito tornar a Língua Brasileira de Sinais (Libras) a primeira língua dos estudantes surdos e o português escrito como segunda língua. Diante disso, é necessário elaborar aulas e materiais que considerem a realidade dos sujeitos surdos. Como a Libras é uma língua visuo-espacial, a cultura visual deve ser valorizada. Assim, o uso de imagens, figuras e pictogramas contribuem para tornar o ensino e a aprendizagem mais eficazes. Com isso, o objetivo da presente pesquisa foi analisar as diferentes propostas de tabelas periódicas acessíveis para os estudantes surdos. Como fonte utilizou-se dois eventos nacionais envolvendo as temáticas de química e ensino. Em ambos, foram analisadas as edições dos últimos dez anos. Como strings, foram utilizadas: Tabela periódica, Tabela periódica Libras, Tabela periódica surdos, Tabela periódica inclusiva. Além disso, realizou-se um novo levantamento no portal de periódicos CAPES, onde foram selecionados trabalhos de revistas científicas com classificações de B2 a A1 (Qualis 2013-2016). Também foram utilizados os últimos dez anos como critério. Ao ampliar a fonte do levantamento, houve o aumento do número de trabalhos envolvendo a temática. Como resultados, obteve-se 27 trabalhos envolvendo a temática de tabela periódica inclusiva, sendo 7 trabalhos selecionados, por abordar o desenvolvimento de uma tabela periódica em Libras. Como resultados e conclusões, observou-se que, por ser um tema emergente, muitos estudos ainda não possuem uma fundamentação sólida na cultura visual, restringindo-se à Libras como único aspecto da cultura surda. Assim, há a necessidade de mais pesquisas na área, especialmente considerando que a tabela periódica é um dos instrumentos fundamentais no ensino de química.
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