OS SURDOS TAMBÉM FALAM?: ASPECTOS SOBRE LÍNGUA DE SINAIS/ CULTURA SURDA PARA ESTUDANTES OUVINTES DE LIBRAS COMO SEGUNDA LÍNGUA
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Resumo
Uma proposta intercultural no ensino de linguas nao apenas conduz o aluno ao reconhecimento do outro, mas a uma proposta dialogica possivel. Conhece-lo para assim conhecer-se; lidar com situacoes de forma empatica, o que possibilita um intercâmbio entre os interessados e se veja outros modos de entender o mundo (CASAL, 1999). O presente artigo discute sobre linguas de sinais/ cultura surda e a abordagem do tema numa fase inicial de aprendizagem. Esteriotipos ainda permeiam as linguas de sinais e o surdo, fator complicador que interfere negativamente no processo de aprendizagem da libras como segunda lingua por estudantes ouvintes (LEITE; MCCLEARY, 2009). As linguas de sinais sao de modalidade gestual-visual. Suas palavras sao produzidas pelo movimento das maos, do corpo e expressoes faciais, alem de serem percebidas pela visao (MEIER, 2002). Ser surdo e pertencer a uma comunidade que faz significacao de mundo a partir da diferenca, longe do paradigma da deficiencia. Os termos surdo-mudo, mudo, mudinho sao pejorativos; representam a ideia da pessoa ouvinte como padrao de normalidade. Falar nao se limita ao uso da lingua oral; diz respeito a producao do falante que deve ser sempre analisada na relacao de interacao, independente da lingua e da modalidade.
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