Inclusão Escolar e Práticas Colaborativas com Estudantes Surdos na Escola Comum
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Resumo
RESUMO: As práticas colaborativas permitem que os profissionais sejam participes nos processos de escolarização de estudantes que compõem o público da Educação Especial, práticas estas que constituem um campo maior e não limitado ao ensino, incluindo o planejamento e as ações que extrapolam o ensino sistematizado. O objetivo desta pesquisa foi compreender a percepção dos docentes generalistas do ensino comum sobre a constituição da educação inclusiva, no que diz respeito às práticas colaborativas. A pesquisa, de natureza qualitativa, pós-estruturalista, utilizou entrevistas narrativas com docentes atuantes com estudantes surdos. As materialidades empíricas foram analisadas sob a perspectiva da análise do discurso com inspiração foucaultiana. O estudo aponta que: 1) há falta de articulação entre profissionais da educação especial, tradutores/intérpretes e docentes da educação comum; 2) há carência de formação para práticas colaborativas; 3) a falta de alguns profissionais da educação especial e intérpretes de Libras recria práticas de exclusão. Portanto, evidencia-se que, as políticas educacionais e o sistema escolar comum, embora proporcionem a inclusão de todos no mesmo ambiente, acabam reverberando práticas de exclusão. Por fim, conclui-se que apesar da oportunidade de participação de estudantes surdos nas escolas comuns, a negligência, a estigmatização e a rotulação afetam aos estudantes surdos.
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