EDUCAÇÃO INFANTIL DE SURDOS: PRÁXIS E CONCEPÇÕES FREIREANAS NA PANDEMIA
Resumo
A pandemia da COVID-19 realmente evidenciou as diferenças sociais e, com relação ao aluno surdo, também evidenciou a barreira comunicacional entre os surdos e sociedade, em alguns casos, entre os surdos e a própria família não usuária da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Deste cenário é que surge este relato, uma experiência vivenciada no Setor de Educação Infantil (SEDIN), do Colégio de Aplicação do Instituto Nacional de Educação de Surdos (Cap-INES), tendo as ideias de Paulo Freire (1996) como orientadoras de reflexões e ações realizadas pela equipe administrativa e pedagógica, como a de que ensinar “exige risco e aceitação do novo”. Como o público-alvo das ações planejadas é o aluno surdo, o diálogo também se fez com Campello (2007) e suas considerações sobre a Pedagogia Visual. Partindo disto, o atendimento educacional lançou mão de diversos recursos, tais como: material impresso, QRCode, comunicação via redes sociais e, por último, tendo a Instituição disponibilizado chip aos alunos e aos professores para acesso à internet, optou-se, também, pelo Google Classroom. Conclui-se que ainda falta muito para se dirimir a exclusão, seja ela econômica, refletindo no acesso e na familiarização com as tecnologias da informação pela comunidade escolar, seja ela na acessibilidade em Libras, precisando que a mesma tenha sua importância disseminada entre sociedade e familiares.
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